Data comemorativa traz alertas para a segurança do paciente

No dia 17 de setembro é comemorado o Dia Internacional da Segurança do Paciente. A data é celebrada com campanha da Organização Mundial da Saúde, que aponta que atendimentos inseguros em hospitais em países de baixa e média renda causam, anualmente, 134 milhões de acidentes. Além disso, quatro entre dez pacientes têm danos físicos no atendimento primário e ambulatorial, sendo que 80% desses casos poderiam ser evitados.


“O risco de morte em um acidente aéreo é de um em 3 milhões. Por outro lado, a OMS estima que o risco de morte de pacientes em um acidente em atendimento médico está estimado em um a cada 300 atendimentos. São números que impressionam, especialmente porque a negligência provoca 2,6 milhões de mortes anuais”, destaca o oftalmologista e diretor clínico da Vistta Oftalmologia em Goiânia, Bruno Diniz. 


Ainda segundo a OMS, os principais problemas que colocam em risco os pacientes são: mal uso de medicamentos, erros de diagnóstico e de prescrição médica. São situações que levam ao agravamento do quadro de saúde dos pacientes, provocando, por exemplo, infecções. 


Nos países de alta renda, sete a cada cem pacientes hospitalizados adquirem infecções hospitalares. Essas complicações poderiam ser reduzidas em até 55% com uma medida simples como é a correta higienização das mãos.


“Como gestor de clínica, percebo a importância de engajar a equipe e estabelecer critérios e metas para a segurança do paciente. Além do fator humano, os investimentos podem representar grande economia financeira a médio e longo prazo”, explica Bruno Diniz.


Para evitar erros médicos, o oftalmologista explica que é preciso observar as condições de trabalho dos médicos e seus assistentes, bem como as práticas de administração, monitoramento e estoque de medicamentos e equipamentos utilizados.

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