Casos de conjuntivite aumentam em Goiás; saiba como prevenir

Três cidades goianas já registraram surto de conjuntivites nos últimos meses e a tendência é que este número aumente. Isso ocorre porque, no inverno, a baixa umidade do ar faz crescerem as chances de infecção por conjuntivite, especialmente a do tipo viral. “O tempo seco prejudica a lubrificação dos olhos. A reação mais frequente é coça-los, o que expõe o globo ocular a infecções e inflamações”, explica o oftalmologista Bruno Diniz.


A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, uma membrana externa que reveste a pálpebra interna e a parte frontal do globo ocular. A transmissão da doença em sua forma viral pode ocorrer pelo compartilhamento de itens de higiene pessoal, maquiagens, cosméticos ou mesmo pelas mãos. Por isso, a prevenção envolve lavar sempre as mãos e evitar coçar os olhos.


Dentre os principais sintomas da conjuntivite, estão:


- sensação de areia nos olhos


- pálpebras inchadas


- coceira


- olhos vermelhos


- secreção


- olhos lacrimejantes


Os sintomas podem atacar os dois olhos e durar de sete a 15 dias. O tratamento deve ser feito com compressas de água gelada (filtrada e fervida). Cuidados de higiene auxiliam no controle do contágio: troque as fronhas de travesseiros diariamente e separe toalhas para uso individual enquanto durar a doença.


O oftalmologista faz um alerta importante sobre a automedicação: “Muitas pessoas, ao sentirem sintomas da conjuntivite, se automedicam com colírios. Porém, cada colírio tem substâncias específicas, como antibióticos ou vasoconstritores, que podem até trazer outros problemas  para quem os utiliza sem indicação médica. Por isso, é importante sempre consultar o oftalmologista”, explica Diniz.


Geralmente, os sintomas passam espontaneamente e não deixam sequelas. Porém, em caso da doença persistir, pode surgir formação de queloide, o que mantém o quadro por muito tempo. Nestes casos, é fundamental buscar auxílio médico.


Bruno Diniz é diretor clínico da Vistta Oftalmologia, especialista em retina, vítreo e catarata. É Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo.

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