Crescem riscos de doenças oculares no outono

O verão acabou na última semana e a chegada do outono faz crescer os riscos de algumas doenças oculares específicas. Isso ocorre porque esta época do ano tem condições climáticas que deixam as pessoas mais vulneráveis a doenças oftalmológicas como conjuntivite, síndrome do olho seco e alergias oculares.


A alta incidência de ventos, as mudanças bruscas na temperatura e a redução da umidade do ar são fatores que levam a um quadro de vulnerabilidade do sistema imunológico. Os olhos, em especial, podem sofrer com menor lubrificação e maior exposição à poluição do ar. 


Os principais sintomas de doenças oculares no outono são:



  • Vermelhidão

  • Ardência

  • Sensação de areia nos olhos

  • Coceira


Algumas ações simples são capazes de evitar essas doenças:



  • Hidratação

  • Evitar levar as mão aos olhos com muita frequência

  • Evitar coçar os olhos

  • Higienizar as mãos com frequência

  • Fazer a higienização de equipamentos de trabalho como mouse e teclado

  • Usar lubrificantes oculares


Confira a seguir causas, sintomas e tratamentos de algumas das doenças oculares mais frequentes no outono:


Alergias oculares


Coceira, irritação, lacrimejamento e sensibilidade à luz são os principais sintomas das alergias oculares. São sintomas semelhantes aos da conjuntivite (veja abaixo) e, por isso, somente um oftalmologista poderá fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento. 


A alergia ocular pode atingir pessoas de qualquer idade e é mais comum a quem já tem alergia a pelos, ácaros e pólen, por exemplo. Para aliviar o desconforto é possível fazer compressas geladas com os olhos fechados.


No caso de alergias crônicas, a doença precisa ser tratada com cuidado, pois a coceira intensa pode desenvolver situações mais graves como o ceratocone, que deforma a córnea.


Conjuntivite


Trata-se de uma inflamação na conjuntiva, a membrana externa do olho responsável pela produção de um muco que lubrifica e protege nossos olhos. A inflamação pode ser causada por vírus, bactérias ou mesmo reações alérgicas que provoquem coceira nos olhos. Nos casos das infecções viral e bacteriana, a doença é contagiosa.


Como já disse, os principais sintomas dessa doença são semelhantes aos da alergia: irritação, vermelhidão, sensibilidade à luz e coceira. O clico da conjuntivite geralmente dura cerca de 15 dias. Alguns colírios são  contra-indicados e podem agravar o quadro, por isso, é essencial buscar um oftalmologista. 


Síndrome do Olho Seco


Uma anomalia na produção ou qualidade das lágrimas que lubrificam os olhos provoca ressecamento, vermelhidão, coceira e irritação. A síndrome do olho seco pode ser causada por um mal funcionamento das glândulas lacrimais pelo envelhecimento, uso de determinados medicamentos ou mesmo doenças específicas, como as doenças autoimunes. 


Por outro lado, fatores ambientais como clima seco, fumaça e até ar condicionado podem potencializar os sintomas dessa síndrome. O diagnóstico pode ser feito com exame da lâmpada de fenda e um teste que vai avaliar a produção de lágrimas. Para tratar a síndrome é recomendada a aplicação de lubrificantes oculares que ajudam a aliviar os sintomas.


Bruno Diniz é oftalmologista em Goiânia, diretor clínico da Vistta Oftalmologia, especialista em retina, vítreo e catarata. É Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo.

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