Teste do olhinho tradicional é método eficaz na prevenção de doenças oculares

Chamam atenção dados divulgados pela Agência Internacional de Prevenção à Cegueira apontando que, anualmente, 33 mil crianças perdem a visão devido a doenças oculares que poderiam ser evitadas com um diagnóstico precoce. Um dos métodos mais fáceis de fazer essa prevenção é com o Teste do Reflexo Vermelho, também conhecido como Teste do Olhinho, exame que realizo aqui na Vistta, clínica especializada em oftalmologia em Goiânia. 


 Trata-se de um teste simples, indolor e não invasivo. Com ele, detectamos possíveis problemas de visão, alterações oculares como catarata, hemorragias, inflamações, deslocamento de retina ou malformações.  


 No exame do olhinho, os olhos do bebê são iluminados com um feixe de luz com o qual detectamos um reflexo vermelho, semelhante ao que vemos nas fotografias com flash.  Para que esse reflexo seja observado é preciso que o eixo óptico esteja livre, o que significa que não há nenhum obstáculo no desenvolvimento da visão da criança.


 A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia é que o exame seja feito o quanto antes após o nascimento do bebê. Caso sejam verificadas alterações, o oftalmologista poderá solicitar exames mais detalhados.


Teste do olhinho digital


Parecer da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) alerta os pais e a comunidade em geral sobre um novo tipo de exame que vem sendo divulgado nos meios de comunicação. Trata-se do uso de fotografia de fundo de grande angular, ou Exame do Olhinho Digital, ou, ainda, Teste do Reflexo Vermelho Ampliado.


 Nele, o bebê é submetido à fotografia do fundo de olho, que tem alta sensibilidade para identificar doenças retinianas. Porém, diferente do exame tradicional, o teste digital requer a dilatação com gel anestésico e uma sonda é encostada no olho do bebê para fotografar a retina.


 Conforme a SBOP, "há na literatura médica um questionamento sobre a validade do uso desta ferramenta de forma indiscriminada em crianças saudáveis, tendo em vista seu alto custo em relação ao benefício questionável, já que as alterações mais frequentemente detectadas não necessitam de tratamento especifico nem apresentam potencial de cegueira”. 


 Esse questionamento se baseia no fato de que a alteração de fundo de olho mais frequente em recém-nascidos, a hemorragia retiniana (observada principalmente em bebês nascidos de parto vaginal com uso de fórceps), raramente causa problema visual a longo prazo, desaparecendo em torno de uma a duas semanas.


 O exame do olhinho digital pode ser recomendado apenas no caso de crianças com patologias já identificadas no exame do olhinho tradicional,  bebês prematuros, ou com doenças já diagnosticadas como zika vírus e toxoplasmose.


 Caso ainda tenha dúvidas, fique à vontade para me contatar aqui na Vistta, clínica especializada em oftalmologia em Goiânia.


Bruno Diniz é diretor clínico da Vistta Oftalmologia, especialista em retina e vítreo, glaucoma e catarata e Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo.

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