Doença silenciosa que leva à cegueira, glaucoma deve afetar 80 milhões até 2020

O próximo dia 26 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. Trata-se de uma doença silenciosa que causa cegueira irreversível e, segundo a Organização Mundial da Saúde, deve afetar 80 milhões de pessoas até 2020.


"O glaucoma é perigoso porque não apresenta sintomas em sua fase inicial. Quando as pessoas identificam algo errado é porque já houve perda de visão periférica e a doença já está em estado avançado”, alerta o oftalmologista Bruno Diniz, diretor clínico da Vistta Oftalmologia.


Segundo Diniz, o problema desenvolve de forma lenta. Por isso, é essencial realizar consultas periódicas com o oftalmologista, especialmente após os 40 anos. “O tratamento consegue retardar o avanço da doença, mas não é capaz de recuperar a visão já perdida. Quanto antes for realizado o diagnóstico, melhor”, afirma.


Conheça a seguir um panorama sobre o glaucoma:


O que é


No glaucoma, há dificuldade em escoamento de uma líquido que fica na parte posterior da córnea, provocando aumento da pressão intraocular. Essa condição comprime e danifica o nervo óptico.


Causas


A doença é classificada como glaucoma primário, quando a causa é genética, ou glaucoma secundário, quando a causa é o uso indiscriminado de remédios, especialmente corticoide. Os fatores de risco envolvem idade (acomete principalmente idosos), histórico familiar, diabetes e pressão intraocular elevada. Além disso, tem maior incidência na população negra, devido ao aumento na pigmentação nos olhos.


Sintomas


A pessoa com glaucoma perde, progressivamente, a nitidez da visão periférica.


Tratamento


O doutor explica que o glaucoma é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento adequado. Na maioria das vezes, o controle é feito com o uso de colírios que baixam a pressão intraocular. Em alguns casos, a cirurgia pode ser indicada para ampliar o canal de escoamento do líquido denominado humor aquoso.


Bruno Diniz é diretor clínico da Vistta Oftalmologia, especialista em retina, vítreo e catarata. É Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo.

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